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- A data existe, o impacto é grande, e a migração não é só exportar dados.
- Integrações, histórico, relatórios executivos e governança: o que precisa estar no plano em semanas, não em meses.
- Se você esperar o último semestre, o custo e o risco explodem — principalmente para TI.
Com o Project Online da Microsoft caminhando para ser descontinuado em 2026 (com o encerramento em setembro de 2026), muitas organizações que usam Microsoft Project Online como base de PPM e gerenciamento de projetos precisam reavaliar todo o ecossistema: do Microsoft Project (MS Project) no desktop — incluindo Project Desktop nas edições Professional e Premium — até alternativas como Project for the web, o Planner (incluindo Planner Premium) e integrações no Microsoft 365.

O ponto crítico é que, em muitos cenários, o Project Online não está isolado: ele se conecta a SharePoint, alimenta dashboards, aciona fluxos no Automate, sustenta plan e governança de portfólio, e convive com legados como Project Server (incluindo o Project Server Subscription Edition).
Além disso, há ambientes que combinam essas peças com Dynamics 365 Project Operations para ampliar o gerenciamento e a operação de serviços, o que torna a transição mais do que “mover um cronograma”: é preservar cronograma, Gantt, dados, processos e integrações para que o gerenciamento continue funcionando sem ruptura.
Microsoft Project Online vai ser descontinuado em 2026 — já tem um projeto para tratar a migração do pwa?
A Microsoft já cravou a data: o Project Online se aposenta em 30/09/2026. Isso transforma um “tema de roadmap” em risco de continuidade para PMO e TI, porque o Project Online raramente é só um cronograma: ele costuma sustentar rotinas de apontamento, governança, relatórios executivos, integrações e histórico de decisões. Quanto mais a operação depende dele, maior a chance de a saída virar um projeto crítico — com impacto direto em prazos, custos, auditoria, compliance e visibilidade do portfólio. E ainda tem um sinal de urgência adicional: a Microsoft também comunicou o fim de novas vendas de SKUs ‘Project Online-only’ em 01/10/2025, reduzindo a margem de manobra para quem ainda está “segurando” a decisão.
Se o seu PMO ainda não tem um plano de saída, a pergunta certa não é “qual ferramenta substitui?”, e sim o que precisa continuar funcionando no dia seguinte à migração: quais dados são inegociáveis (EAP, baseline, histórico de mudanças, lições aprendidas), quais integrações não podem quebrar (ERP, BI, timesheet, identidade), quais processos precisam permanecer rastreáveis (aprovação, controle de custos, capacity/recursos) e qual é o nível de risco aceitável para um corte. O caminho mais seguro costuma começar agora com um inventário de dependências e um piloto controlado — porque esperar o último ano comprime testes, migração, treinamento e ajustes, e aí o “projeto de migração” vira um incêndio de TI com reflexo direto no PMO.
Por que isso é um tema de continuidade (não só de ferramenta)
Quando uma plataforma como o Project Online sai de cena, o problema raramente é “trocar um software”. O que entra em risco é a continuidade operacional do jeito que o PMO e a TI trabalham: como projetos são criados e aprovados, como prazos e custos são controlados, como o portfólio aparece para a diretoria, e como as áreas reportam status sem “planilhas paralelas”. Se o ambiente atual sustenta rotinas críticas (timesheet, governança, relatórios executivos, baseline/histórico de mudanças, rastreabilidade de decisões), a aposentadoria vira um ponto único de falha: sem um plano, você perde previsibilidade e abre espaço para retrabalho, perda de histórico e decisões tomadas no escuro.
Para TI o problema não é só a licença
Para TI, isso é ainda mais sensível porque envolve dependências técnicas que normalmente estão escondidas: integrações com BI/Power BI, ERP/financeiro, identidades (SSO/AD), APIs e conectores, automações, permissões, retenção de dados e requisitos de auditoria/compliance. “Exportar cronogramas” não resolve: o desafio é garantir que dados, processos e controles continuem íntegros após a transição — com segurança, rastreabilidade e performance. Por isso é um tema de continuidade: você está protegendo a operação do PMO e o ecossistema de TI contra uma ruptura previsível, que dá para planejar agora em vez de remediar depois.
Fim do project online: Risco real de perda de visibilidade, paralisação de rotinas e quebra de integrações
O risco mais imediato é a perda de visibilidade: sem uma transição bem planejada, o PMO fica semanas (ou meses) sem conseguir responder o básico com confiança — quais projetos estão atrasados, quais estão estourando custo, onde há conflitos de recurso, o que mudou desde o último comitê. Quando a informação deixa de ser “uma fonte única” e se fragmenta em planilhas, e-mails e ferramentas desconectadas, a diretoria passa a enxergar um portfólio “embaçado”, e as decisões viram apostas. Esse é o tipo de dano que não aparece no primeiro dia, mas que vai corroendo a governança: o status vira debate de opinião, não leitura de dados.
Não pare rotinas com o fim do microsoft project online da microsoft!
Em paralelo, existe o risco de paralisação de rotinas e quebra de integrações, que normalmente pega TI e operação ao mesmo tempo. Timesheets podem parar, relatórios automáticos deixam de atualizar, cargas de BI falham, permissões e SSO exigem retrabalho, e integrações com ERP/financeiro ou ferramentas de atendimento e desenvolvimento começam a gerar inconsistência de dados (o famoso “cada sistema mostra um número”). O resultado é um efeito dominó: o PMO não fecha ciclos (apontamento, consolidação, aprovação), TI entra em modo “incidente”, e o time volta para controles manuais — mais lentos, mais caros e mais sujeitos a erro. Por isso o risco é real: não é só “substituir uma tela”, é preservar a operação ponta a ponta.
Desafios Com o fim do Project Online
O debate para PMO e TI agora migra imediatamente para licença, governança e continuidade: o que acontece com as licenças Project (como Project Professional, Microsoft Project Desktop, e planos como Project Plan 3, Project Plan 5, Plan 1, Plan 5 e até cenários com Microsoft 365 E3), e como isso afeta quem “vive” no current Project Online (PWA).
O desafio envolve migração e reposicionamento de Project and Portfolio Management (ou project and portfolio management) e portfolio management, preservando gestão de portfólio, portfólio de projetos, workflows e fluxo de trabalho — muitas vezes apoiados por SharePoint Online ou por dependências históricas como SharePoint Server — além de integrações com Power BI e ambientes colaborativos como Microsoft Teams/Teams.
Nesse contexto, a própria estratégia de “para onde ir” passa por entender o papel do Project Manager, do project manager agent, do project plan, do planner plan (incluindo Planner Basic, visualizações do Planner e Planner Premium plans com licenças premium/licenças premium), e como a automação (incluindo automação com serviços e integrações em Microsoft Azure) e recursos como Microsoft 365 Copilot entram no jogo de planejar e manter o portfólio operando com governança — porque a Microsoft anunciou a mudança, mas a execução (e o risco) ficam com quem precisa manter o PPM rodando no dia seguinte.
Como escolher o destino: critérios para PMO e TI (governança, dados, integrações, segurança)
Escolher o “destino” depois do Project Online não deve começar por lista de funcionalidades, e sim por critérios que garantem continuidade para PMO e TI: governança (papéis, aprovações, trilhas de auditoria e padronização), dados (migração com integridade, histórico preservado, relatórios confiáveis e rastreabilidade), integrações (ERP/financeiro, BI, identidade/SSO, APIs e conectores), e segurança (perfis, segregação, compliance, disponibilidade e suporte). O ponto é simples: a plataforma certa precisa sustentar o seu modelo de gestão e o seu ecossistema técnico sem “gambiarras” — e, idealmente, transformar a migração em oportunidade de modernizar controles e acelerar decisões com recursos mais inteligentes. É aqui que vale olhar com atenção para alternativas maduras no mercado nacional, já consolidadas há décadas e que evoluíram para incorporar IA de forma prática no dia a dia do PMO.
Se você precisa de um PPM completo (e não só cronograma): conheça o NetProject.
Em vez de tratar a substituição do Project Online como uma simples troca de ferramenta, a ideia aqui é garantir que o PMO mantenha — e amplie — aquilo que realmente sustenta a operação: governança, padronização, rastreabilidade, visão consolidada do portfólio e relatórios executivos que não dependam de esforço manual para “fechar a história” a cada comitê. Para TI, isso significa uma plataforma preparada para conviver com o ecossistema corporativo, com controle de acessos e integrações bem definidas, evitando o retorno a planilhas e controles paralelos.
Uma solução PPM para suprir a aposentadoria do project online.
Da urgência à evolução: migrar do Project Online para o NetProject com governança e visibilidade executiva é usar a data-limite como gatilho para sair do modo reativo. O NetProject traz uma base madura de PPM e, agora, reforça esse cenário com apoio de IA para acelerar análises e rotinas de gestão (sem substituir governança, mas reduzindo fricção e tempo gasto em tarefas repetitivas). Na prática, o objetivo é conduzir uma transição segura — preservando histórico e processos críticos — enquanto você ganha uma camada mais consistente de acompanhamento do portfólio, saúde de projetos e tomada de decisão orientada por dados, do PMO à diretoria.